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Notícias - Pena severa a presidente acusado de racismo no futebol amador paranaense

Quarta-feira, 28 de Setembro de 2016 às 10:50:38

Em julgamento realizado na noite desta segunda feira (26/09/2016) a 1ª Comissão Disciplinar do TJD/PR julgou o processo nº 268/2016, onde havia denúncia de ofensas a honra e também ofensas raciais cometidas em face do árbitro Anderson Ribeiro Campos, o qual apitou a partida entre Imperial FC x Trieste FC, disputada em 13/08/2016, válida pelo Campeonato Amador da Capital Série A -  Juvenil 2016.

 

3° DENUNCIADO: CARLOS JORGE CHOINSKI, diretor presidente da EPD Imperial FC, o qual após o termino da partida, deferiu palavras de baixo calão, discriminatórias e racistas contra o juiz da partida, “seu nego do caralho, vagabundo, a hora que eu vi que era um preto que iria apitar já sabia que ia roubar, seu macaco do caralho, não sei porque não colocaram um branco pra apitar e em vez disso colocaram esse nego safado do caralho”.  Por agir assim, o denunciado incorre na sanção prevista no artigo 243- F, §1º e G do CBJD.

 

O presidente esteve presente e prestou seu depoimento, “negando que tenha utilizado palavras racistas, mas reconheceu que se excedeu e que acabou por xingar o apitador ao final da partida e ainda depois,  quando o Sr Anderson Campos saía do vestiário. Disse que não tem qualquer preconceito e que até tem inúmeros jogadores “de cor” em sua equipe”.

 

A defesa do Imperial, feita pelo Advogado Dr. William Hosaka reiterou que os insultos raciais não haviam acontecido, requerendo a absolvição do presidente CARLOS JORGE CHOINSKI.

 

A Associação Profissional dos árbitros de Futebol do Paraná – APAF/PR, através de seu advogado, Dr. Eduardo de Vargas Neto o qual atuou como Terceiro Interveniente no processo, uma espécie de assistente de acusação, requereu a oitiva do árbitro, o qual esteve presente e disse o seguinte:

 

“após o termino da partida veio em minha direção o treinador da equipe do Trieste, o qual me ofendeu e reclamou acintosamente, conforme relatei na súmula; Em seguida chegou o Presidente da equipe Trieste, o qual proferiu diversos xingamentos a mim e foi caminhando junto comigo e os assistentes até o vestiário, quando de repente começo a falar: {seu nego do caralho, vagabundo, a hora que eu vi que era um preto que iria apitar já sabia que ia roubar, seu macaco do caralho, não sei porque não colocaram um branco pra apitar e em vez disso colocaram esse nego safado do caralho}. Jamais havia me deparado com uma situação como estas num campo de futebol, fiquei sem reação e entrei no vestiário, sendo que um dos auxiliares, que já conhecia o presidente pediu para que ele parasse. Após tomar meu banho e preencher os documentos da partida, ao sair do vestiário, para minha surpresa, o presidente estava a porta do vestiário, e uma vez mais proferiu todas as palavras de cunho racista, tentando me desmerecer pela cor da minha pele. Fiquei muito triste e naquela noite nem dormi em função das ofensas sofridas naquela tarde. Na segunda feira fui a uma delegacia de policia e fiz um boletim de ocorrência, pois quero que este cidadão seja punido para que outros colegas não sofram o mesmo tipo de agressão que sofri naquele sábado.”

 

O advogado da APAF, portanto, pediu que o presidente fosse condenado ao máximo da pena cominado no artigo 243-G (ofensas raciais), eis que um fato como este denigre o esporte paranaense e portanto, merece uma severa punição. Foi lembrado ainda do caso de recentes casos de racismo no esporte, notadamente no caso envolvendo torcedores do Grêmio FBPA e o goleiro Aranha, em que a equipe gaúcha foi eliminada da copa do Brasil de 2015. Aduziu que a FIFA tem feito um trabalho sistemático para erradicar o racismo no esporte e que duras penas tem sido aplicadas a quem comete esta barbárie.

 

Sustentou ainda que a sociedade brasileira não tolera mais este tipo de atitude e que o presidente do Imperial deverá responder na esfera desportiva e também na Criminal, onde pode ser condenado a penas que variam de 3 a 5 anos de prisão.

 

Os auditores da 1ª Comissão constataram que todas as ofensas narradas na denúncia da Procuradoria aconteceram, de forma que condenaram por UNANIMIDADE o presidente pelos atos praticados naquela tarde.

 

Fato que chamou a atenção foi a pena exemplar aplicada ao Sr Shoinski, Este foi denunciado e condenado a 255 (duzentos e cinquenta e cinco) dias de suspensão e a R$ 1.000,00 (mil reais) de multa por ter cometido as seguintes infrações:

Ofensas à honra do árbitro (Art.243-F); Ofensas Racistas contra o árbitro (243-G).

 

“Saímos nesta noite do Tribunal com a certeza de que a justiça foi feita. Não aceitamos e nem toleramos mais este tipo de preconceito em função da cor de alguém. Esta noite a Justiça Desportiva paranaense deu uma resposta e puniu nos rigores da lei esta barbárie que foi cometida no campo do Imperial. Agora iremos trabalhar para que a na esfera criminal também haja punição para este senhor que discriminou o árbitro Anderson Campos. Creio que outros dirigentes, atletas e demais espectadores pensarão duas vezes antes de cometerem algum ato insano como este praticado pelo presidente do Imperial. A arbitragem paranaense sai fortalecida daqui, bem como todo o futebol de nosso estado!”

 

Disse o Dr. Vargas para a assessoria de imprensa da APAF após o julgamento.

 

Cabe recurso desta decisão para o Tribunal Pleno do TJD/PR.

 

Mais detalhes sobre o julgamento podem ser obtidos no site do TJD/PR.

(http://www.tjdpr.com.br/)

 

 

 

Créditos: VD Consultoria


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