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Notícias - Altair Ferreira:há quase 30 anos cobrindo o futebol amador do Paraná

Sexta-feira, 01 de Dezembro de 2017 às 17:44:13

Futebol amador é algo que trago como paixão desde menino  quando com dez anos chegava de Castro para residir em Curitiba. Esta ligação surgiu quando na curiosidade de garoto lendo as páginas esportivas da Gazeta do Povo encontrava relação de jogos do futebol suburbano e procurei informações sobre tais jogos e na pesquisa fui informado que há algumas quadras de casa na Alameda Cabral 729 localizava-se o Estádio Capitão Manoel Aranha, o campo do Poty Sport Clube.

 

Não pensei duas vezes e fui lá conhecer o campo e me encantei. Passei a assistir todos os jogos que ali eram desenvolvidos e eram muitos. Ocorre que os jogos de equipes da 1ª Divisão só podiam ser realizados segundo regulamento em campos cercados. Assim além do Poty dono do campo mandavam seus jogos no Manoel Aranha – Botafogo e Operário Mercês do bairro Mercês, Celeste e União Bigorrilho do bairro Bigorrilho, Madureira e Flamengo do Bom Retiro, Vasco da Gama do Pilarzinho, Cinco de Maio, Belmonte e Ipiranga do bairro Água Verde e Espartanos do centro. Operário Ahú do bairro do mesmo nome, Primavera do Taboão e Bacacheri do Bacacheri tinham estádios cercados.

 

Operário do Ahú (Estádio Centenário), Primavera (Estádio João Loprete Frega) e Bacacheri (Jovino do Rosário), Rio Branco do Ahú, União Ahú do mesmo bairro, Palestra Assungui da Rua Mateus Leme, mais tarde a região passou a ser chamada de Centro Cívico diante a construção dos prédios sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, bem como da Prefeitura de Curitiba pelo governo de Bento Munhoz da Rocha Neto para marcar 1.953 o ano do Centenário da emancipação politica do Paraná.

 

Neste ano de 1.953 é que comecei a acompanhar o futebol suburbano de Curitiba indo a todos os jogos do Poty até quando eram realizados fora de seus domínios o Botafogo das Mercês foi o campeão e até hoje guardo os nomes dos jogadores campeões comandados pelo técnico Otávio de Castro (Vico) treinador que comandou equipes profissionais os goleiros Caninin e Miguel, Petcha, Lantzman, Pedrinho, Campo Magro, Bonde, Juve, Nereu, Florindo, Mário, Dore, Américo, Romualdo, Dario, Chuteirinha, Nei Azevedo e outros.

 

Desde lá nunca deixei de acompanhar o futebol amador e com o passar dos anos formei um circulo de amizades em todos os clubes. Recordo que ouvia os programas de Odenir Silveira que conheci como goleiro do segundo quadro do Flamengo do Bom Retiro onde chegou a ser presidente. Os programas do Odenir eram apresentados pela Rádio Cultura que tinha uma equipe para transmissão e programas do futebol profissional comandada pelo narrador Sandi Galiano que depois se transferiu para Londrina.

 

Eram poucos os que davam atenção ao amadorismo, mas, com o passar dos anos foram surgindo abnegados na cobertura do amadorismo como Irone Santos, Edemar Barone, Leônidas Rodrigues Dias, Jan Spatowski, Lineu Batista que trabalhavam com Odenir Silveira que passou da Rádio Cultura para a Rádio Colombo, Levi Mulfort que jogava como ponteiro direito atuando por Operário do Ahú, Bacacheri, Botafogo das Mercês passou a divulgar o futebol amador através o jornal Tribuna do Paraná, José Daitchman o fazia pelo jornal Paraná Esportivo, depois Diário da Tarde e Gazeta do Povo e foram surgindo vários divulgadores do amadorismo.

 

 

Fiz estas citações para mostrar que minhas ligações com o futebol amador se estendem há sessenta e quatro anos e sempre observei a importância da divulgação e por isto quando há vinte e oito anos o Altair Ferreira (Taico) mostrou interesse em montar uma equipe para cobrir o futebol amador logo o apoiei e o mesmo foi feito pelo saudoso Lourival Barão e surgiu a equipe Rolando Bola com programas de rádio e transmissões de jogos, bem como a circulação de um jornal semanário Rolando a Bola, onde lancei uma coluna “RECORDAR É VIVER”, contando histórias de jogadores que se destacaram no futebol suburbano. Desde lá mesmo com seguidos desafios, dificuldades inúmeras Altair Ferreira (Taico) nunca se rendeu e manteve a equipe que contou ao longo deste tempo com vários componentes.

 

Um trabalho obstinado em favor da divulgação do futebol amador. Justamente por esta atividade intensa que demonstra amor, paixão pelo que realiza é que a Confraria Amigos da Bola o homenageará no jantar desta segunda feira (4 de dezembro) na Churrascaria Marumbi, Rua São Bartolomeu 161, Cajurú, à margem da BR 277 sentido de Paranaguá a Curitiba.

 

Além de Taico serão ainda homenageados Eugênio Machado Souto, o técnico Geninho campeão brasileiro por Paraná Clube e Clube Atlético Paranaense, Julmarino Tadeu Borato (Gil) ponteiro direito campeão brasileiro de 85 pelo Coritiba, Florisval de Mattos Mariano (Marianinho) desportista com inúmeros serviços ao futebol e Sérgio Anônio Scorsim goleiro com longa carreira e muitos títulos em nosso futebol amador.

 

Não é preciso convite é comparecer e participar. O valor do jantar 50 reais com buffet de comidas frias e quentes, saladas, carnes, sobremesa e refrigerante friso refrigerante porque à partir do segundo haverá cobrança a parte, outras bebidas também cobradas separadamente. A seguir um relato sobre Altair Ferreira (Taico) este ícone do futebol amador.

 

Doze de agosto é data de aniversário de Altair Ferreira – Taíco e quem o conhece sabe ser um homem de princípios definidos de idealismo, amizade, companheirismo, perseverança e de nunca se curvar diante os desafios que a vida seguidamente nos apresenta. Marido, pai amantíssimo, enfim chefe de família exemplar.

 

Às vezes somos fortemente testados por diferentes provações e elas não surgem por acaso, são determinadas por um ser maior chamado pelos cristãos como é o meu caso de “SENHOR” e se conseguimos com resignação superá-las é porque somos abençoados, fortes.

 

O Taico desde que o conheço e lá se vão trinta e tantos anos nunca se entregou e enfrentou com resignação todas as barreiras que lhe foram atravessadas ou colocadas a frente. Justamente por tantas superações o considero um vencedor, outros tantos com situações bem mais simples se entregaram, sucumbiram. Dai me apresentar como seu admirador e respeitá-lo enormemente.

 

Foi no futebol amador que ele como eu tanto amamos que nos conhecemos e travamos nossas primeiras conversas. Ele com o espirito de liderança que sempre apresentou comandava um time do Uberaba que me foge no momento, mas acho que era River e tinha como um dos seus batalhadores o comerciante Zanin, eu apoiado pelo inesquecível amigo, companheiro, irmão, compadre José João Boslooper – Zezo o “Os Desavergonhados”, que tantas recordações e saudades. Taico na época era funcionário da Secretaria de Saúde do Paraná, imaginando um dia ser policial.

 

 

Apaixonado por assuntos policiais e sonhando ser um investigador, um agente de segurança usando de sua visão, de sua inteligência, de sua perspicácia, obstinação e idealismo foi se aproximando de policiais e não demorou em conseguir ser colocado a disposição da Secretaria de Segurança Pública para prestar serviços  junto a Policia Civil.

 

Passamos a ter um contato mais amiúde já que na época como repórter policial vivia dia e noite, noite e dia nas delegacias, nos locais de ocorrências e seguidamente cruzava com Taico, já prestando serviços a Polícia Civil.

 

Pela forma dedicada de trabalhar, de respeitar superiores Altair Ferreira foi ganhando respeito na instituição e com isto ganhou promoções sendo indicado para exercer as funções de superintendente em várias delegacias, funções que desempenhou com tino altamente profissional, ganhando destaque. Criou confiança junto a delegados e foi requisitado para o desenvolvimento de importantes trabalhos na organização. Chegou a responder pelas funções de delegado. O destacado delegado Dr. Nelson Sabag tem por Altair Ferreira extrema consideração e respeito.

 

Apaixonado pelos meios de comunicação especialmente pelo rádio quando policial foi um ótimo colaborador dos repórteres. Passava informações, dava entrevistas e sempre facilitava as ações dos chamados “carrapichos” como são tratados na gíria os repórteres policiais.

 

Dentro de sua paixão pelo futebol amador e pelo rádio teve a ideia de montar uma equipe para cobrir o futebol amador. Recordo que em determinado dia conversou comigo falando de seu plano dizendo que tinha o apoio do Lourival Barão o saudoso companheiro e advogado Lourival Barão Marques e obstinado levou o plano adiante.

 

 

Recordo que por seu idealismo e pela forma firme, líder de colocar as coisas passei a ajuda-lo no objetivo e lá se vão mais de vinte e cinco anos se não estou enganado que a equipe “ROLANDO A BOLA” está em atividade.

 

Houve época de que além dos programas e transmissões havia também o jornal Rolando da Bola onde publicava a coluna ‘RECORDAR É VIVER” lembrando de jogadores, dirigentes e equipes que brilharam em nosso futebol amador na querida “suburbana”. A coluna fez muito sucesso tanto que seguidamente sou ainda  abordado em torno da mesma com de craques foram  homenageados, inclusive falecidos. Hoje a coluna está no site do futebol amador também liderado pelo Taico e recebo indicações de atletas que devem ser relembrados. Isto acontece em todas as vezes que compareço a jogos do futebol amador.

 

Houve anos em que a equipe do Altair Ferreira (Taico), Lourival Barão e Zé Domingos cobriu o futebol profissional com muito sucesso isto nos anos 93 - 94 pela Rádio Atalaia chegando a assumir os primeiros lugares na audiência.

 

Na ousadia do Taico ele foi com a Rádio Atalaia para a Copa do Mundo de 94 levando o repórter Ramon Salgado para a apresentação de boletins diários sobre a competição. Ramon um mineiro esperto, repórter de destaque em Minas Gerais já tinha participado de coberturas de outras copas e morando em Curitiba para onde veio para um tratamento de saúde nos procurou pedindo espaço e se destacou como um profissional de alto nível inclusive com furos de reportagem naquela Copa do Mundo. Um sucesso a cobertura que foi apoiada pelo corajoso e desafiante Altair Ferreira que também transmitia mensagens dos Estados Unidos onde o Brasil foi campeão. Trabalho para jamais ser esquecido.

 

Mesmo com uma equipe de primeira fazendo futebol profissional Taico nunca se afastou do futebol amador e quando surgiram problemas na Atalaia e depois em outras rádios sempre foi em busca de novos prefixos para que o futebol amador paranaense tivesse a sua cobertura e assim é até hoje.

 

Com a Rádio Barigui passando a ser comandada por Roberto Acioli, Cristiano Santos e Dra. Sonia Inglat, veio com toda a equipe Rolando a Bola e ali permaneceu até que a emissora mudou de direção. Criou então uma rádio via internet chamada Capital Sul que manteve a tradição de cobertura do futebol amador. São vinte e oito anos ininterruptos de destaque a o futebol amador com respeito e dignidade. Dai a decisão da CONFRARIA AMIGOS DA BOLA homenagea-lo.

 

 

 

José Domingos Borges Teixeira

(Zé Domingos)

Rádio CBN  – AM – 670, Internet e aplicativos de segunda a sexta feira das dezessete às dezenove horas CBN Esportes e transmissões de jogos, telefone -  (41) 99972-0129 (Zé Domingos) – e-mail – contato.josedomingos@hotmail.com


Autores: JOSÉ DOMINGOS

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